COVID-19 e meio ambiente! Como anda esta relação?

No Himalaia, pela primeira vez em 30 anos, é possível ver a cordilheira a 200 km de distância em partes do norte do país. Os níveis de poluição no país caíram dramaticamente desde 24 de março, quando teve início a quarentena.

O isolamento social mundial decorrente da pandemia, tem de certa maneira ajudado o meio ambiente de muitas maneiras, porém tem atrapalhado por outras. Dê uma olhada como anda esta relação:

Menos liberação de gases poluentes

O número de voos e de carros nas ruas diminuíram significativamente e as indústrias que fabricam bens não essenciais paralisaram ou reduzirem suas atividades. Com isso, a demanda de petróleo e carvão tem sido menor. A queda na utilização de combustível fóssil resulta em menos emissão dióxido de carbono (CO₂) e dióxido de nitrogênio (NO2) na atmosfera.

Nova York, por exemplo, teve uma diminuição de 50% de gases do efeito estufa na atmosfera, outras metrópoles também reduziram seus níveis de poluição, inclusive São Paulo. Logo na primeira semana de isolamento, os índices de poluição atmosférica de São Paulo reduziram-se cerca de 50%. É o que mostra a comparação dos dados atmosféricos divulgados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) entre as semanas do dia 15 a 21 e 22 a 28 de março.

Em uma reportagem da revista EXAME é citada a redução na concentração de dióxido de nitrogênio (NO2) em fevereiro na cidade chinesa de Wuhan, epicentro da pandemia de COVID-19. Em março o mesmo fenômeno foi confirmado no norte da Itália. Conforme a revista o mesmo estaria acontecendo em Madri e Barcelona, onde também estão sendo tomadas medidas drásticas de confinamento.

Em todo o mundo, é lançado, por dia, na atmosfera, um milhão de toneladas a menos de CO2.

No Himalaia, pela primeira vez em 30 anos, é possível ver a cordilheira a 200 km de distância em partes do norte do país. Os níveis de poluição no país caíram dramaticamente desde 24 de março, quando teve início a quarentena.

Mais resíduo sólido

Outro efeito do coronavírus sobre o meio ambiente, desta vez negativo, é o aumento na geração de resíduos de saúde e domiciliares. A população por estar em casa em isolamento consumirá mais, consequentemente, gerará mais resíduo. Boa parte dos municípios não possui coleta seletiva de resíduos recicláveis e nem aterros sanitários para receber os resíduos. A coleta, principalmente em cidades menores, é precária. Muitas vezes o resíduo acaba sendo descartado em lixões a céu aberto ou em outros locais ilegais.

Além disso, como muitos infectados estão realizando o tratamento em casa, os resíduos gerados por eles podem esta infectado pelo coronavírus e devem receber tratamento adequado antes do descarte.

Os resíduos gerados em áreas hospitalares que realizam o tratamento contra a covid-19 também deve receber a destinação final correta. Com o aumento de casos da contaminação a quantidade de resíduos aumentará consideravelmente.

Vida marinha

Já a vida marinha, parece não estar sentindo falta dos turistas; na costa italiana, os golfinhos reapareceram, centenas deles na ilha de Sardenha. Os cisnes também se juntaram a eles nas águas, agora cristalinas, dos canais de Veneza, que levam fama de poluídos e fedorentos. Moradores registraram nos últimos dias águas em tons de azul e repletas de peixinhos.

No Brasil, o fenômeno já foi notado no Rio de Janeiro. Tem circulado pelas redes sociais um vídeo da Baía de Guanabara limpa. Na filmagem, é possível ver tartarugas nadando bem próximas à margem.

Animais reaparecem

Uma vez que as cidades estão vazias e com menos ruídos sonoros, animais silvestres e urbanos estão sendo vistos passeando pelas ruas, refletindo a perda de seus habitats, por conta da urbanização. Veados foram flagrados circulando no Japão, assim como, javalis e ovelhas têm andado tranquilamente pelas cidades italianas.

No entanto, se por um lado alguns animais estão fazendo da ausência humana uma busca da recuperação por espaços, outros que dependem da população estão passando fome. É o caso de elefantes e macacos na Tailândia que antes eram alimentados por turistas.

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