Saiba cuidados a serem tomados na convivência entre crianças e animais

A convivência entre as crianças e os animais é saudável para ambos, mas são necessários alguns cuidados especiais durante o período de adaptação. Em algumas cidades do Vale do Paraíba, as famílias dão exemplos de que existe um bom relacionamento entre eles.

Em Jacareí, a Pucca de cinco anos, cão da raça lhasa apso, era o centro das atenções, até que o Vinícius chegou e a analista administrativa Edilene Prada precisou fazer algumas mudanças na casa.

“Ela chegou com três meses aqui em casa e desde então ela que dominava, mas com a chegada do Vinícius, nossa maior preocupação realmente foi isso. Depois que ele nasceu, a gente deixou a Pucca cheirar. Pra ela conhecer, ela foi até o quarto com a gente, e agora ela é minha companheira, e fica sempre do meu lado mesmo quando vou amamentar”, afirmou

A advogada Patrícia Filardo, mora em Pindamonhangaba e além dos cinco gatos da raça persa e dois cachorros maltês, tem uma filha de um ano e meio. Ela conta que antes da gravidez ficou preocupada para saber se o bebê podia ter contato com os animais.

“Quando eu engravidei, conversei com a minha médica e ela passou todas as precauções, como por exemplo, não limpar a caixinha de areia dos gatos, que meu marido que passou a limpar, por causa da toxoplasmose. Antes da gravidez os gatos ficavam perto da minha barriga e nunca estranharam”, disse Patrícia.

O cão deita na barriga da Patrícia durante a gestação (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)

O cão deita na barriga da Patrícia durante a
gestação (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)

O pediatra da bebê Olívia, Enrico Tutihashi, afirma que durante o período de gestação e mesmo após o nascimento, ela nunca ficou doente. Segundo ele, a convivência já na gravidez ajuda na imunidade.

“Durante todo esse período ela nunca apresentou nenhum resfriado, é super importante a convivência. Inclusive os estudos mundiais provam que toda gestante a partir do terceiro mês deve ter contato com o pelo do cachorro, porque é através da saliva da língua dos cães que desenvolve o antídoto e os anticorpos contra as doenças respiratórias”, afirmou.

Após o nascimento da criança, não tem restrição na convivência, mas o pediatra alerta que é preciso conhecer a personalidade do animais antes de aproximar ele da criança. “Ela vai ter um estímulo dos quatro pilares do crescimento da criança, que é o convívio cognitivo, que é a memória, o estímulo motor, que a criança brinca com os animais, corre, e o convívio social, que ela vai aprender a conviver com uma sociedade”, completou o pediatra.

Fonte: G1

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