Resgate correto pode agilizar volta de animais silvestres ao habitat natural

Ararara, macaco bugio, tucano e lobo-guará são alguns dos animais que vivem na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu (SP). Eles estão em recuperação. Muitos chegarem machucados e maltratados, e todos foram resgatados fora do habitat natural.

Policiais ambientais e profissionais da área são treinados para agir com segurança e para causar o menor dano possível aos animais (Foto: Reprodução/TVTEM)

O levantamento do Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Silvestres (Cempas) mostra que esses animais foram resgatados em 54 municípios do Estado de São Paulo. O Cempas é uma das referências da Secretaria Estadual de Meio Ambiente para o recebimento de animais.

Atualmente, homens da Polícia Militar Ambiental e profissionais que lidam com o resgate de animais silvestres recebem treinamento específico com alunos e professores da universidade. A primeira parte é teórica, na sala de aula.

O professor Carlos Roberto Teixeira explica que os animais entram em outras áreas da cidade, principalmente devido à diminuição das florestas nativas e falta de alimentos em períodos de seca.

Os animais que chegam com frequência na unidade são lobo-guará, tamanduá-bandeira, tamanduá-mirim, cachorro do mato e gato-do-mato-pequeno.

No curso de capacitação de resgate dos animais, os participantes conhecem novos instrumentos e equipamentos necessários para contenção dos animais. Eles aprendem também como lidar com animais menores, como os passarinhos. O maior desafio da turma é enfrentar os mamíferos.

Cerca de 100 profissionais que trabalham com o resgate de animais silvestres já foram capacitados. O animal que chega em boas condições fica menos tempo internado, evitando um contato muito longo com o ser humano.

Fonte: G1
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