Pets, com Tiago Abravanel, alerta para cuidados com animais de estimação

Animais são presença corriqueira em animações, de clássicos como Bambi e Dumbo a produções recentes, como Madagascar e Zootopia. Em Pets – A vida secreta dos bichos, em cartaz nos cinemas, os animaizinhos são mais uma vez protagonistas e conseguem cativar o público de maneira certeira e honesta no filme dirigido por Chris Renaud e Yarrow Cheney.

A premissa não parece das mais originais e sequer a estrutura vista em outros filmes com duplas improváveis: o cachorrinho Max (voz de Danton Mello na versão nacional) leva uma vida tranquila com a dona em Nova York até o dia em que ela chega em casa trazendo um outro cão, o grande Duke (dublado por Tiago Abravanel), que gera uma crise de ciúmes e brigas por espaço no lar.

Os dois acabam se desentendendo durante um passeio no parque e se perdem. A partir daí, uma sucessão de acontecimentos coloca os dois em risco: perseguição de funcionários da carrocinha, brigas com uma gangue de bichos rejeitados e que odeiam humanos, entre outras peripécias. A questão do abandono de animais não chega a ser explorada profundamente, mas o roteiro de Brian Lynch, Cinco Paul e Ken Daurio acaba passando também a mensagem sobre a responsabilidade que donos têm em relação aos bichinhos de estimação.

A parte mais importante da ação do filme ocorre quando os humanos não estão por perto (a dita vida secreta dos bichos que está no subtítulo) e os animais assumem características mais humanas: reúnem-se para conversar, fazem festas, encaram aventuras etc. É fácil remeter ao filme Toy story, que mostrava justamente o que os brinquedos faziam longe das crianças.

Se a originalidade não é ponto forte, o cuidado com a representação dos pets é um dos destaques: são expressivos e têm as reações esperadas em animais domésticos. Quem tem ou já teve algum bichinho em casa certamente vai reconhecer esses comportamentos, tão típicos. Ao mesmo tempo, os personagens têm fortes características humanas e personalidades bem definidas.
E o visual da animação também é certeiro, como em filmes anteriores da Illumination Entertainment, aprimorando a qualidade vista em Meu malvado favorito ou Minions. Aliás, as criaturinhas amarelas são protagonistas de um engraçado curta que antecede Pets.

Competente também é a equipe de dublagem da versão nacional do longa-metragem. Tiago Abravanel explica que, no caso do personagem Max, a característica vocal é bem diferente da original, algo comum nessas produções. “Deixaram entrar a minha pegada, a minha personalidade. Ele é um personagem autoritário, mas muito sensível”, pontua o ator e dublador.

“Eu tentei trazer um corpo para essa voz, que fosse semelhante ao visual do desenho, acima de tudo. E tem uma pegada de malandro carioca, que eu tentei trazer nessa voz”, afirma, lembrando que gravou as vozes antes do restante do elenco. “Eu tive a oportunidade de assistir ao filme inteiro antes de começar a dublagem, mas eu gravei tudo sozinho, sem a resposta do outros”, revela. “Como bom libriano que sou, sempre tenho uma insegurança natural, mas acho que fiz um bom trabalho e espero que as pessoas gostem”, conta.

Fonte: Diário de Pernambuco

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