Operação na Amazônia devolve à natureza o peixe-boi, animal quase extinto

O Inpa, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, é um porto seguro para os peixes-bois há mais de 40 anos. Eles são mamíferos aquáticos e precisam ir à tona para respirar. Por isso são tão ameaçados pelos caçadores. O tratamento é especial: capim extraído das margens dos rios e mamadeira na boca.

Um filhote chegou ao Inpa recém-nascido. Hoje está com seis meses de idade e vai permanecer por mais um ano no berçário. Depois, ele e o irmão serão transferidos para os tanques maiores, onde permanecem por três anos aproximadamente. Três peixes-bois juvenis, já com sete anos de idade, foram liberados de volta na natureza. Os três são identificados com os nomes dos locais onde foram encontrados. Os biólogos medem os peixes-bois antes da partida, fazem exames de sangue e pesam um a um.

A operação exige máximo cuidado de toda equipe. Reencontrar a natureza selvagem não é fácil. Os peixes-bois são retirados dos tanques e levados para um caminhão. Depois, seguem em comboio até a base onde eles vão ser soltos.

Na estrada de terra, o cuidado é redobrado por causa do sacolejo. O comboio atravessa a propriedade em que os peixes-bois vão ficar. Duas horas e meia depois da partida, a equipe chega ao local da soltura, numa área de fazenda, às margens do rio Solimões. É nesse local que eles vão ficar pelo menos mais dois anos em período de quarentena, até voltarem definitivamente à natureza. Já existem 13 desses peixes-bois na região.

Fonte: G1

, , ,