Mais de 30 animais são resgatados em rios durante estiagem este ano

Apenas este ano, pelo menos 36 animais foram resgatados em rios, lagos e lagoas do Tocantins, por causa da severa estiagem. O levantamento foi divulgado pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

De acordo com Naturatins, o resgate mais recente ocorreu no município de Sandolândia, região sul do Estado. Na ocasião, 20 pirarucus foram recolhidos de uma propriedade rural.

Em agosto, um dos meses mais atingidos pela estiagem, nove botos foram salvos no Rio Formoso, localizado em Lagoa da Confusão, conforme o instituto. Ainda no mês passado, houve o resgate de outros dois pirarucus no município de Maurilândia do Tocantins, norte do estado, e de um filhote de jacaré-açu, em Sandolândia.

Segundo informações do Naturatins, o primeiro resgate teria acontecido há cerca de dois meses, quando quatro botos foram recuperados também no Rio Formoso.

Mais de 20 pirarucus foram resgatados em rios do TO este ano (Foto: Naturatins/ Divulgação)

Mais de 20 pirarucus foram resgatados em rios do TO este ano (Foto: Naturatins/ Divulgação)

Procedimentos

Segundo a supervisora de fauna e veterinária, Grasiela Pacheco, soltar o animal em local apropriado é fundamental para que não haja prejuízo maior.

“Quando nos chega uma solicitação de resgate e soltura, temos que priorizar a identificação da espécie e é fundamental saber para onde esse animal será translocado.”

Conforme Grasiela, mortes de jacarés-açu poderiam ter sido evitadas em Sandolândia, por exemplo, caso o dono de uma fazenda tivesse acionado mais cedo o órgão ambiental.

“Pelas fotos, vimos que alguns indivíduos estavam cobertos por barro, mas ainda havia um pouco de água. Eles são répteis resistentes, por isso alguns conseguiram fugir e provavelmente encontraram o rio. Mas outros não suportaram e morreram no local”, revelou.

Ainda de acordo com a veterinária, no caso dos botos de Lagoa da Confusão, foi realizado um monitoramento que detectou que os animais corriam risco com a estiagem. Além da falta de água para se locomoverem, também poderiam ficar sem alimentos.

“Os botos não podem ficar com o lombo fora da água. Não podem ficar um, dois dias sem água porque podem chegar a óbito. O perigo é eminente e o resgate e a soltura devem ser imediatos. Para nós os resgates e solturas transcorreram bem e as operações foram um sucesso”, considerou.

Fonte: G1

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