Elefantas recebem próteses após perderem pernas em minas terrestres

A elefanta Mosha tinha apenas sete meses quando pisou pela primeira vez em uma mina terrestre e perdeu a maior parte de sua perna dianteira.

Um de seus cuidadores imediatamente a levou para a Reserva Nacional MaeYao, um hospital local de elefantes gerenciado pela Fundação Amigos dos Elefantes Asiáticos (FAE), informou o One Green Planet.

A vida de Mosha foi salva, porém sua perna dianteira teve que ser amputada. Neste ano, 10 anos depois do incidente, Mosha recebeu uma nova prótese para sua perna e, finalmente, esperança.

Mosha é a primeira elefanta a receber um membro artificial e está se adaptando bem a ele depois de muitas tentativas para encontrar uma prótese adequada. Infelizmente, ela não é a primeira elefanta que pisou em uma mina terrestre e perdeu um membro.

Aparentemente, estes casos são bastante comuns. Mosha era uma elefanta explorada pela indústria madeireira da Tailândia e é apenas um entre muitos animais feridos por minas terrestres perto da fronteira da Tailândia com Myanmar, onde têm ocorrido conflitos há décadas.

De acordo com o New York Times, “mais de uma dúzia de elefantes foi ferida por minas terrestres na região da fronteira da Tailândia com Mianmar”.

Outra elefanta ferida foi Motala, que também perdeu a perna dianteira em uma mina exatamente na mesma área há quase duas décadas. Como Mosha, ela reside no hospital para elefantes e, aos 50 anos, está bastante saudável: foi a segunda a receber um membro artificial.

Perder uma perna resulta em uma grande pressão sobre a coluna dos elefantes. Como Mosha era jovem quando perdeu seu membro, a criação de uma prótese confortável para uma elefanta em fase de crescimento não foi uma tarefa simples.

Conforme Mosha crescia, novas próteses eram necessárias e, em junho de 2016, a elefanta recebeu sua nona prótese. Todo o processo foi financiado por doações e os membros artificiais foram projetados pelo cirurgião ortopédico Therdchai Jivacate.

“Toda vez tentamos melhorar os membros artificiais e torná-los mais resistente. Isso não tem em um manual, é um processo de tentativas e erros”, afirmou.

Para ajudar Mosha, Motala e outros elefantes que podem precisar de próteses, a FAE construiu uma fábrica de membros artificiais bem ao lado do hospital.

Segundo o site, a fábrica “irá permitir o acesso fácil de próteses para os elefantes e ajudar a reduzir o tempo e os custos necessários para obtê-las, assim como acessórios adicionais e moldes.”

É difícil imaginar o sofrimento de Mosha e Motala durante todos estes anos. Mosha passou a maior parte de sua vida sem uma perna e teve que enfrentar esta angústia, mas agora pode caminhar com facilidade e desfrutar de passeios na floresta e mergulhos na piscina.

Fonte: Anda

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