Dono, não. Tutor, sim: a sociedade está mudando

Ele é capaz de entender a fala, a entonação e os nossos movimentos. Diferente do que se está acostumado a dizer, você não é “dono” do seu cão ou gato. Este conceito reforça que os animais não são coisas, mas vidas que não podem pertencer a alguém. Por isso, o professor da disciplina de Ética e Bem-Estar animal do curso de Medicina Veterinária da Ulbra, Renato Pulz, explica que devem ser utilizados os termos tutor ou responsável. “Eles têm consciência e sentimentos, inteligência e vida emocional complexa. Traduz a visão de deixar de enxergar os animais como coisa, como se fossem descartáveis, e isso também vale para animais como de fazenda, não apenas os de companhia”, ressalta.

Uma dificuldade nesta percepção, de acordo com Pulz, é o comércio de animais. “É visto como um objeto com preço, que oferece um status social”, avalia. Mesmo assim, o veterinário conclui que houve avanços. “Boa parte já recrimina práticas de maus-tratos, é uma cultura que vem mudando.” Para os tutores ou responsáveis, o professor ressalta que cabe a proteção deste ser, sendo considerado maus-tratos, abusar, ferir, mutilar, maltratar ou abandonar, com penalidades previstas na legislação. “As vezes a pessoa resolve ter um cão de grande porte e prende no apartamento, ou uma tartaruga que fica encerrada no banheiro. Ela precisa estar atenta as necessidades do animal, também com relação ao ambiente”, frisa.

Fonte: Diário de Canoas

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