Cobras são sedadas e exploradas em “performance artística”

O Instituto Inhotim, reconhecido internacionalmente como o maior museu a céu aberto dedicado à arte contemporânea, comemora 10 anos de existência no próximo mês de setembro com muitas atrações, entre elas a apresentação de shows, seminários e concertos. Contudo, uma homenagem prevista para o artista plástico Tunga, que morreu em junho, tem provocado revolta entre os ativistas da causa animal. A performance Vanguarda Viperina, a ser exibida na Galeria Psicoativa, terá a performance de três serpentes como atração principal. Segundo a assessoria de imprensa do local, os animais serão sedados e trançados para que o público possa apreciar o desenrolar dos répteis à medida em que o sedativo perde o efeito. O procedimento será monitorado por uma equipe de biólogos do Instituto Vital Brasil. A atração foi exibida apenas uma vez no Brasil, em 1985, época em que o artista se dedicava a fazer tranças de chumbo em uma propriedade meio abandonada. Na ocasião, um vizinho ateou fogo à mata ao redor e cobras começaram a surgir em seu quintal, de onde surgiu a ideia de ter os animais trançados apresentando suas polaridades.

Três décadas após, a notícia da apresentação causou espanto em profissionais da área, entre eles a veterinária Marcela Ortiz, especializada em animais silvestres. “Quando você anestesia um animal a vida dele está em suas mãos, é um procedimento de enorme responsabilidade”, diz. Segunda ela, desde a contenção química até o retorno anestésico, todos os parâmetros fisiológicos devem ser acompanhados em local seguro e adequado. “Obviamente que uma galeria de arte não seria esse lugar. O mínimo necessário para se realizar a sedação é oxigênio para o caso do animal sofrer uma parada respiratória e precisar ser entubado”, ressalta. E reforça que, mesmo que um médico veterinário acompanhe todo o processo, só deverá ser realizado em instalações apropriadas. Outro agravante é sedar um animal com a finalidade de entretenimento. “Imaginem esses répteis voltando da anestesia, sob efeitos colaterais, e ainda trançados uns aos outros? É desumano”, diz a veterinária. Segundo o projeto de lei 22.231/16, sancionado no último mês de julho pelo governador Fernando Pimentel, o crime de maus-tratos resultará em multa de R$ 900 a R$ 3 mil, além das sanções já previstas por lei. “Essa performance se assemelha aos espetáculos circenses que, a propósito, estão proibidos em todo o Estado de Minas Gerais. É colocar vidas em risco para simples diversão humana”, diz a advogada Fernanda Bouchardet, especializada em defesa animal. Até o momento, o IBAMA, órgão responsável pela gestão da fauna silvestre do estado não tinha sido informado sobre o assunto.

Nota da redação:

Estão de brincadeira! Só pode ser?

Sabemos que todo processo de sedação ou anestesia, oferece um risco para vida de qualquer indivíduo, de qualquer espécie! Submeter animais selvagens, que são tão sensíveis à qualquer tipo de situação de estresse, ainda mais se tratando de pessoas com conhecimento, é de cair o # da bunda! 

#Indignado!

Fonte: Revista Encontro

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