Chimpanzés explorados em testes superam passado de crueldade graças ao amor

Os chimpanzés partilham cerca de 90% de DNA com seres humanos. Qualquer pessoa que encontrou ou interagiu com um chimpanzé conhece a inteligência, as habilidades emocionais e como suas personalidades são incríveis e únicas.

No entanto, apesar de todas as semelhanças que dividimos com chimpanzés, eles são continuamente capturados na natureza e obrigados a enfrentar um sofrimento terrível em instalações de pesquisa e em laboratórios de testes.

Muitas pessoas se empenham em defender os chimpanzés torturados por laboratórios e tentam libertá-los e lhes fornecer um lar seguro e amoroso quando os animais deixam de ser abusados.

Jamie e Foxie são dois chimpanzés que atualmente residem no Chimpanzee Sanctuary Northwest (CSNW), cujas vidas foram transformadas por pessoas. Estas doces senhoras estão prestes a alcançar 40 anos e têm se adaptado à nova vida no santuário com suas personalidades amorosas e brincalhonas.

Foto: Chimpanzee Sanctuary Northwest

Foto: Chimpanzee Sanctuary Northwest

Enquanto suas travessuras são adoráveis, a presença da dupla no santuário mostra os ricos relacionamentos e interações de que todos os chimpanzés são capazes. Infelizmente, estas fêmeas, juntamente com cinco chimpanzés, não viveram sempre em um ambiente onde podiam ser livres e eram apreciados e respeitados, informa o One Green Planet.

Conheça os animais resgatados

Jamie e Foxie foram acolhidas pelo CSNW em 13 de junho de 2008, juntamente com Annie, Burrito, Jody, Missy e Negra, depois de passarem suas vidas sendo explorados pelos seres humanos. Todos eles eram abusados por um centro de pesquisa biomédica na Filadélfia (EUA), onde foram submetidos a testes de vacinas contra a hepatite durante anos.

Os testes em animais colocam vidas inocentes em situações dolorosas e as sujeita a procedimentos invasivos enquanto precisam lidar com uma existência sem nenhum cuidado ou carinho. Antes de serem mantidos como prisioneiros dessa indústria, vários chimpanzés foram usados para o entretenimento e alguns arrancados de seus habitats na África quando ainda eram bebês. Eles nunca puderem desfrutar do amor de suas mães ou da liberdade.

Além de serem exploradas em testes, Foxie e outras fêmeas foram usadas para reprodução. Foxie teve quatro filhos, dos quais dois eram gêmeos. Só podemos imaginar a extrema angústia e o trauma que ela deve ter sentido após dar à luz e ver seus filhotes  serem levados e abusados em testes.

Foto: Chimpanzee Sanctuary Northwest

Foto: Chimpanzee Sanctuary Northwest

Após mudar-se para o CSNW, ela ficou sozinha por um bom tempo e começou a carregar uma boneca e segurá-la como se fosse seu bebê. Hoje, ela tem muitas bonecas graças às doações de pessoas amáveis que ouviram as histórias dos chimpanzés. Agora, Foxie também adora brincar com seus companheiros e com as pessoas.

Jamie tem #CH522 tatuado sem seu corpo, uma marca de seu passado obscuro no laboratório. Esse é um lembrete da desconexão que  seres humanos sentem em relação aos animais torturados.

Seu olhar atento foi útil para alertar os profissionais sobre um incêndio florestal que ocorreu em uma colina próxima ao local. Entre as vocalizações incomuns dos chimpanzés e a maneira como Jamie se comportava, a equipe descobriu que algo estava errado. Pelo menos os bombeiros já estavam a caminho e foram capazes de controlar as chamas.

Nota da Redação: É difícil pensar em todo o horror que animais sencientes são obrigados a suportar em nome da ciência. Felizmente, a sociedade tem se conscientizado sobre os abusos e  a ineficácia dos testes em animais e, com isso, a demanda por produtos livres de crueldade tem sido maior. Que os passados obscuros de Jamie, Foxie e de tantos outros seres sirvam como lição para os seres humanos evoluírem moralmente e construírem um mundo sem exploração animal.

Fonte: Anda

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