Após anos sendo explorada, elefanta encontra sua alma gêmea

A elefanta Mae Kam, na floresta de Chiang Mai, na Tailândia, estava se recusando a trabalhar. Ela sacudia turistas para fora de suas costas e, para fazer ela se comportar, os mahouts (pessoas que andam e trabalham com elefantes no sudeste da Ásia) batiam nela com um pedaço de bambu cheio de pregos, deixando grandes feridas na pele sensível do animal.

Antes de ser forçada a trabalhar levando turistas em passeios pela floresta, Mae Kam passou 37 anos trabalhando na indústria de desmatamento da Tailândia. Ela tinha dois bebês – um havia nascido morto, e outro morreu após ter sido mordido por uma cobra. Mae Kam viu o momento do ataque, e lutou para salvar seu filhote, puxando as correntes que prendiam seus pés. Quando finalmente foi solta, Mae Kam correu para defende-lo, mas era tarde demais. Por várias horas, ela atacou qualquer um que tentasse se aproximar.

Após a trágica morte do seu bebê, Mae Kam nunca mais foi a mesma.

Emily McWilliam e Burm Rinkaew, co-fundadores do BEES (Burm & Emily’s Elephant Sanctuary), fizeram um acordo com o responsável pela elefanta, onde eles pagaram para que ela fosse transferida para o santuário de elefantes. Quando Mae Kam chegou ao BEES, Emily percebeu que a elefanta não gostava de ficar perto de humanos. “Ela só confiava em Burm e no seu novo mahout” disse ela.

Apesar de não gostar muito de humanos, Mae Kam se acostumou com a vida no BEES. Ela passava a maioria dos seus dias fazendo o que os elefantes fazem: passeando, tomando banho, brincando na terra e explorando.

Então, alguns meses depois, outro elefante aposentado veio ao BEES – uma elefanta de 71 anos chamada Mae Jumpee. Assim como Mae Kam, ela havia passado boa parte da sua vida trabalhando na indústria de turismo. Os cuidadores estavam incertos se Mae Kam receberia bem a elefanta em sua nova casa, informou o The Dodo.

Apesar de hesitarem bastante inicialmente, as duas elefantas logo ficaram amigas. Elas passeiam juntas, exploram o santuário e tomam banhos de lama no rio.

Foto: BEES

Foto: BEES

“Não sabemos o motivo delas terem se aproximado tanto,” disse McWilliam. “Foi um vínculo instantâneo, parecem almas gêmeas. ”

O BEES Elephant Sanctuary foi fundado em 2012, e cuida de elefantes aposentados da indústria turística e desflorestamento. Durante o dia, os elefantes podem passear pelos 1,2 quilômetros quadrados de floresta, mas, durante a noite, precisam ser presos em correntes para evitar que se percam em propriedades vizinhas, onde as pessoas podem machucá-los.

McWilliam e Rinkaew estão trabalhando para construir um local fechado onde os animais estarão completamente livres de correntes. Para fazer com que isso aconteça, você pode ajudar com uma doação, aqui.

Redação Anda

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