Ilha das Flores

Ilha das Flores é um filme de curta-metragem brasileiro, do gênero documentário, escrito e dirigido pelo cineasta Jorge Furtado em 1989, com produção da Casa de Cinema de Porto Alegre.

De forma ácida e com uma linguagem quase científica, o curta mostra como a economia gera relações desiguais entre os seres humanos.

Um dos principais assuntos tratados nesse curta-metragem é o desperdício de comida e a produção descontrolada de lixo. O filme ganhou o nome de Ilha das Flores, em função de uma ilha, de mesmo nome, onde funciona um depósito de lixo de Porto Alegre. “Apesar do nome, a ilha não possui nenhuma flor, apenas lixo”. O argumento principal da crítica recai sob o fato de que, mesmo aqueles alimentos julgados impróprios para um porco, acabam servindo de alimento para seres humanos necessitados.

É de tirar o chapéu para Jorge Furtado, que em 1989 já tinha uma visão muito, muito à frente de muitas outras pessoas.

Precisamos valorizar e respeitar nossos semelhantes, para depois exigir qualquer coisa ou “brigar” por qualquer outro ideal.

Não sou a favor dos direitos humanos, aliás, tenho nojo deles, do Jean Willys,  Jandira Feghali e companhia limitada!

Acho apenas que gentileza gera gentileza, e que antes mesmo de defendermos, com unhas e dentes, qualquer ideal, como proteção animal, ambiental, movimentos do etc. e tal, devemos ter compaixão, respeito e fazer um pouco pelo menos, por aqueles da nossa espécie! Este é o princípio para mudarmos outras vertentes nas quais acreditamos. Para quem não entendeu, vou ser direto: “Quer defender animais? Comece respeitando seu vizinho! Comece ajudando a educar pessoas. Tenha compaixão com o seu semelhante!”

Daí por diante, tenho certeza que terão sucesso nas batalhas pelos seus ideais.

A semiótica deste documentário é fascinante e pode ser chocante também. Lembrando que estas condições mostradas no curta, são encontradas facilmente em muitos lugares do mundo, inclusive do Brasil!

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