Cinomose canina: tem cura?

Uma das doenças que mais afligem tutores de cães é a cinomose, veja abaixo os sintomas, se tem cura e qual o tratamento recomendado:

Quem tem cachorro sabe que não pode se descuidar, para que o animal não contraia nenhuma doença e os cuidados não devem ser apenas quando o cachorro é filhote ou quando está mais velho, porque há doenças que atacam principalmente os cães mais jovens, como é o caso da cinomose, que acomete os animais que têm cerca de 1 ano de vida, mas a cinomose também pode ser um perigo para cães com idade mais avançada que tenham algum problema em sua imunização, ou então aqueles que tiveram alguma doença que tenha afetado seu sistema imunológico e com isto o animal não conseguirá se defender.

A doença atinge diversos órgãos do cão, podendo ir se alastrando para outros órgãos e tem ainda um problema muito sério que é o fato de ser contagiosa, assim, se houver outros cães na residência, eles deverão evitar o contato.

O vírus que provoca a cinomose é bastante resistente, mesmo em locais secos e mais frios. Por isto, se você retirar o animal doente de um ambiente, o vírus poderá permanecer ali por mais alguns meses, vindo a contaminar outros cães que forem colocado no mesmo local.

Mas este vírus tem uma sensibilidade muito grande à luz do sol e a desinfetantes, sendo assim, é importante que o local seja muito bem lavado com um bom desinfetante e que depois receba muita luz solar.

Sintomas da cinomose

Quando o vírus ataca o cão, poderá ficar incubado por até 2 semanas, mas neste período o animal já começará a mostrar os primeiros sintomas da doença, sendo que o principal deles é uma febre muito forte que pode chegar a 41°.

Quanto antes o tutor do cachorro perceber que seu animal não está bem, mais rápido o cão conseguirá se ver livre do vírus. Por isto, sempre que perceber que o cachorro está com febre, é preciso levá-lo imediatamente ao veterinário pois este pode ser o sinal da cinomose e se for identificada logo no primeiro estágio, será mais fácil o tratamento.

À medida que a doença avança, novos sintomas vão surgindo, sendo que há uma lista destes sintomas que variam de cão para outro, por isto a cinomose é uma doença tão difícil de ser diagnosticada, quando está ainda em seu estágio inicial. Somente quando novos sintomas vão surgindo é que fica mais fácil detectar a doença, mas aí, o tratamento será mais complexo.

O movimento de contração involuntário dos músculos é um dos principais sintomas de que o cachorro está com cinomose, então é importante ficar atento também a este detalhe, além de febre muito alta.

E os demais sintomas apresentados por um cão com cinomose, são:

espirros, perda imediata do apetite, tosse, muita fraqueza, diarreia, vômitos, secreções nos olhos, uma certa apatia, coordenação motora desordenada, convulsões e em alguns casos até paralisia.

Tratamento

Até bem pouco tempo atrás, não havia cura para a cinomose, pois não se conhecia nenhum tratamento e o jeito de cuidar dos cães com esta doença era tratar os sintomas, para tentar amenizar a doença com medicamentos para os problemas causados pela cinomose.

Porém, um tratamento com Ribavirina, mais DMSO e cm Vitamina A tem sido relatado como muito eficaz.

A cinomose foi considerada como uma espécie de sarampo que dá no ser humano, só que no cachorro e assim, utilizando o tratamento para combater o sarampo, tem-se conseguido bons resultados e a melhora de muitos cães.

Acontece que este tratamento ainda está em fase de testes, assim como outros e os resultados vão depender mais do animal do que do tratamento em si, por exemplo, se a doença atacar um cão mais novinho, as chances dele escapar são poucas, porque o sistema imunológico do cãozinho é frágil, não está preparado para combater o vírus.

No caso da cinomose atacar um cão mais jovem, aí as chances são boas, porque o cão terá um sistema imunológico mais forte, capaz de conseguir êxito no combate ao vírus.

Outro fator que pesa muito é quanto ao histórico do animal, por exemplo, se o cão é saudável, se é alimentado com uma boa ração, tudo isto vai pesar no sucesso do tratamento da doença, pois é um cão forte, terá melhores condições de se recuperar.

E tem ainda a questão do “pós doença”, que também varia de cães para cães, sendo que alguns conseguem se recuperar da doença e ficam bons, mas a grande maioria sempre fica com alguma sequela, seja os espasmos musculares ou até mesmo alguma dificuldade para andar.

Até células-tronco doadas por outros cães já vem sendo utilizadas no tratamento para a cinomose e os resultados são satisfatórios, porém é uma técnica difícil e cara, por isto, o ideal é cuidar da saúde do seu animal, evitando deixar que ele fique solto na rua e principalmente, evitar que ele tenha contato com cães desconhecidos.

Fonte: Encontros Pet

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