Uma pequisa publicada na revista Environmental Pollution (Poluição Ambiental, em tradução literal) em novembro de 2017 fez um alerta sobre os perigos do plástico para a vida marinha. O resultado do estudo apontou que a cada 100 baleias ou golfinhos, pelo menos 10 destes animais possuem detritos plásticos em seu estômago.

A presença deste material no organismo das espécies marinhas são um dos principais responsáveis pela sua morte prematura, como o caso recente de um golfinho da espécie toninha encontrado sem vida no Partido de la Costa, em Buenos Aires, Argentina.

O animal pertence a uma espécie vulnerável e chamou a atenção de pesquisadores, pois além de ser jovem, não apresentava marcas de redes de pesca ou de ataques de predadores. Uma necrópsia foi realizada e o resultado foi desolador: plástico foi encontrado no canal digestivo do golfinho.

O biólogo Sergio Rodrigues Heredia esclareceu que mamíferos marinhos como golfinhos e baleias consomem plástico, pois o confundem com alimento. A presença do material no organismo do animal pode demorar até anos para trazer consequências, mas também pode causar morte por sufocamento em poucos dias ou horas.

A Fundação Mundo Marinho revelou em sua página na rede social Facebook que apesar da pouca divulgação, as mortes de animais devido a ingestão de lixo crescem assustadoramente. “Lamentavelmente está se tornando uma ocorrência comum encontrar animais mortos após consumirem lixo ou serem feridos por ele. Apenas no último mês encontrados duas tartarugas, dois lobos-marinhos e agora um golfinho”, diz a postagem.

A organização faz um apelo ainda para investimento de campanhas públicas para a conscientização do manejo e descarte adequado do lixo.

Fonte: ANDA