Em 17 dias foram encontrados 78 botos cinzas mortos na Baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro. A morte em massa da espécie intriga pesquisadores do Instituto Boto Cinza, que têm retirado do mar de quatro a cinco corpos por dia.

Instituto tem encontrado de quatro a cinco botos mortos por dia (Foto: Instituto Boto Cinza)

No local, está concentrada a maior população de botos cinzas do planeta, que está sob ameaça. A Baía de Guanabara, localizada também no Rio de Janeiro, é outro habitat dos botos, que eram mais de 400 na década de 80 e, por isso, foram representados no desenho da bandeira do estado.

 

O número de botos que vivem na Baía de Sepetiba, segundo biólogos, é de aproximadamente 800 animais. Ou seja, em pouco mais de duas semanas, 10% da população morreu.

Exames laboratoriais, que devem ter os resultados liberados até o fim do mês, estão sendo realizados para descobrir o motivo das mortes. Segundo pesquisadores da ONG SOS Botos, a causa não é a pesca.

O instituto tem observado lesões de pele nos botos mortos, que também são encontrados muito magros. Além disso, os pesquisadores notaram uma mudança no padrão de mortalidade. Antes morriam mais machos e adultos, hoje são fêmeas e filhotes. As informações são da RJTV.

Fonte: ANDA