Eu já ganhei um presente do meu cachorro, mais especificamente um rato… Se o seu peludo é fã de caçadas como o meu, é preciso ficar atento com qualquer contato com ratinhos, principalmente com a urina destes, pois um simples contato se torna um alerta para leptospirose canina.

O rato é o principal portador e disseminador da leptospirose na natureza, porém o cão contaminado ou recuperado da doença pode, devido ao seu contato próximo com o ser humano, ser fonte de infecção para os seres humanos.

O que causa a Leptospirose Canina

A leptospirose canina é causada por uma bactéria do gênero Leptospira sp, com a existência de uma variedade diferente de uma determinada bactéria, sendo o sorovar canina e icterohemorragie os mais prevalentes na infecção dos caninos domésticos. A bactéria é eliminada através da urina do rato, por isso é importante evitar tudo que atraia os roedores, como lixo espalhado.

Formas de contaminação da Leptospirose

A bactéria causadora da leptospirose penetra na pele por pequenos ferimentos ou pelas mucosas. Após a infecção a bactéria se multiplica rapidamente na circulação sanguínea e se dissemina para o resto do organismo do cachorro, sendo os principais órgãos afetados são os rins e fígado.

Contágio da Leptospirose Canina com humanos

Existe a possibilidade de contágio da Leptospirose Canina para os seres humanos, especialmente na fase aguda da doença ou em cachorros sobreviventes da doença, pois a bactéria pode ser eliminada pela urina de cães que já contrariam a doença por até quatro meses.

Evolução da doença

Após a contaminação, a bactéria causadora da leptospirose se multiplica na corrente sanguínea e se dissemina para vários órgãos, tendo preferência de se hospedar no rim, vasos sanguíneos e o fígado. No rim a bactéria infecta os túbulos renais e pode causar desde uma breve doença renal até insuficiência renal aguda. No fígado infecta os hepatócitos (células e unidades funcionais do fígado) podendo causar de hepatite aguda até necrose hepática. Além de poder causar lesões nos vasos sanguíneos em qualquer local do organismo.

Sintomas da Leptospirose Canina

Os sintomas da leptospirose canina dependem da variedade de bactérias envolvidas e daimunidade do organismo. Os animais contaminados podem apresentar sintomas entre quatro a onze dias.

Os principais sinais clínicos que aparecem nos animais são: febre, falta de apetite, vômito, desidratação, dor abdominal e sangramentos em vários locais – como hematoquesia (vômito com sangue), melena (fezes com sangue), hematúria (sangue na urina), epistaxe (sangue com secreções respiratórias).

Diagnóstico da Leptospirose Canina

diagnóstico da leptospirose canina deve levar em conta a vacinação prévia (saiba como funcionam as vacinas), a possibilidade de contato com ratos ou urina de rato e a pesquisa na anamnese dos sintomas mais encontrados da doença. Exames laboratoriais sanguíneos como hemograma, ureia, creatinina, ALT, AST, fosfatase alcalina, albumina sanguínea podem ajudar no diagnóstico. Importante também o exame de urina tipo 1, lembrando do cuidado em se colher a amostra para não haver contaminação para o ser humano. Exames que detectam anticorpos IgG podem ser usados para fechar o diagnóstico.

Tratamento da Leptospirose Canina

O tratamento deve ser feito por um médico veterinário de sua confiança. O tratamento é baseado em medidas de suporte para manter o estado geral do animal, com terapias medicamentosas (antibioticoterapia intensa e agressiva) e em casos mais graves a internação do cachorro pode ser necessária.

Prevenção da Leptospirose Canina

O principal modo de prevenção é a vacinação anual do peludo, amplamente aplicada em clinicas veterinária.

Outros meios de prevenir a contaminação são:

• Evitar contato com animais doentes ou com os sintomas citados acima;

• Não deixar lixo espalhado;

• Proteger a ração do animal;

• Uso de raticidas, mas lembre-se de colocar em locais que o animal não alcance o veneno.

Fonte: Pet Love