Um levantamento realizado de julho a setembro deste ano aponta que 70% dos bichos adotados via Associação das Mulheres Protetoras dos Animais Rejeitados e Abandonados (Ampara) são filhotes. Dados do Centro de Controle de Zoonoses, em São Paulo, indicam um cenário ainda mais desigual: dos 450 cães e gatos que conseguiram um dono entre janeiro e agosto, apenas dez são idosos.

“Mesmo quando traumatizados, basta amor e um pouco de paciência para que esses bichos se sintam em casa”, avisa a veterinária especialista em comportamento Ceres Berger Faraco, professora do Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter), em Canoas, no Rio Grande do Sul.

E quem adota também sai ganhando. “Fazer a diferença na vida de seres tão maltratados e acompanhar sua recuperação é gratificante e fortalece o vínculo entre pet e dono”, incentiva Ceres. Inquietude, choro e outras vocalizações, além de reações agressivas, são sinais comuns (e passageiros) de estranhamento durante o processo de adaptação.

Cuidados que ajudam na integração de um animal idoso ao novo ambiente

Osso duro de roer

Brinquedos e petiscos que representam desafio distraem e relaxam.

Bandeira branca

O primeiro contato com outros animais da casa deve ocorrer em locais neutros.

A união faz a força

Adestradores e veterinários auxiliam na socialização com humanos e bichos.

Corpo são, mente sã

Até 40 minutos de caminhada duas vezes por dia favorecem o bem-estar.