Elas podem atingir os animais de qualquer idade e qualquer raça. Contudo, cães das raças pug, yorkshire, maltês e pinscher são mais predispostas.

Cão e gato

Apesar de serem de difícil detecção, pois os sintomas se confundem com os de outras doenças, problemas neurológicos em cães e gatos não são raros(Foto: Pixabay)

Há doenças neurológicas curáveis, como a epilepsia idiopática e a doença do disco intervertebral. O tratamento indicado pelo veterinário pode vir por meio de técnicas de controle, cirurgia, terapia celular e até mesmo por medicinas alternativas, como a chinesa.

Segundo a a médica veterinária Mirela Ribeiro, consultora da Comissão de Animais de Companhia do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal, as causas de doenças neurológicas são múltiplas e os tratamentos são diversos. “Existem doenças curáveis e outras não. Mesmo com a evolução da Medicina animal, existem muitas doenças ainda sem causas conhecidas, entretanto, há fatores genéticos, micro-organismos, tóxicos, entre outros, que levam a lesões no sistema neurológico”, comenta a especialista.

Como mostra a veterinária, quando se trata de neurologia, sinais clínicos não são claramente relacionados a uma enfermidade. Mirela Ribeiro explica que, dependendo da doença, o sintoma pode ser diferente.

“Convulsões, por exemplo, são indicativas de trauma no cérebro; desequilíbrios podem indicar alterações no sistema vestibular ou cerebelo; paralisias geralmente vêm de lesões na medula espinhal ou sistema neuromuscular. Além disso, mudanças de comportamento podem ser sinais de lesões cerebrais. Por isso, o tutor deve levar o seu animal ao veterinário regularmente para acompanhar qualquer atitude suspeita”, afirma.

O que fazer em situações de convulsão:

  • Evite que o animal bata a cabeça contra paredes ou contra o chão
  • Envolva-o com uma colcha ou edredom para evitar arranhões e mordidas
  • Leve-o ao médico veterinário o mais rápido possível
  • Mantenha um arquivo com exames e detalhes sobre o histórico de saúde do animal, pois ajuda no diagnóstico

O que não fazer:

  • Não tente abrir a boca do animal ou introduza seus dedos nela
  • Não aplique medicamentos
  • Não ofereça água ou comida ao durante a crise

Fonte: Revista Encontro